2 de fevereiro de 2010

A história patética do blog "Monsev", e o porque de alguns blogs serem "chatos"

Escreva algo que as pessoas gostariam de ler, que seria interessante para alguém.

Olá a todos, gostaria de informá-los que a sensação térmica nesse momento em Porto Alegre deve ser algo como 40 graus Celsius e isso não me faz nem um pouco feliz. E, nesse clima de Terra pós-guerra nuclear que lhes contarei um pouco da história desse blog. É lógico que não há muito a se contar, mas apenas achei legal deixar registrado.
Quando comecei esse blog - que não foi o meu primeiro criado, mas sim o primeiro que teve mais de uns 3 posts - pensava que, com a chegada da faculdade (criei ele em fevereiro de 2008, e no momento havia escrito alguns posts no meu perfil do lastfm) eu teria mais assuntos interessantes ao decorrer do tempo. Mesmo assim, era um espaço para desabafar. Se eu contasse ao vivo, face-to-face para vocês, eu ficaria corado (gayzinho, né?) mas vou admitir: a proposta inicial era ser um diário virtual. E sim, escrito em rosinha porque sei como isso é facilmente interpretado como uma atitude feminina mas, acreditem, boa parte dos blogs que já vi fuçando pela internet não passam de marmanjos contando o seu dia-a-dia desinteressante (o que não difere muito de mim, afinal minha vida é bem ociótica (de ócio).
Voltem alguns posts. Foi apenas em Abril ou Maio de 2009, ou seja, mais de um ano depois, que eu comecei a escrever assuntos e divagar minhas opiniões de um modo mais semelhante ao que faço hoje em dia. Confesso que, atualmente, não sei o rumo exato que vou tomar com o blog, ou seja, não tenho um planejamento traçado e definido, e os posts vão na base do bom senso. Não vejo muito problema nisso uma vez que isso aqui é apenas para treinar a escrita, vocabulário, exercitar o pensamento no quesito de transpor idéias e transformá-las em sentenças. Pra isso, serve. Mas o maior desafio disso é que eu quero que as pessoas se sintam instigadas a ler, caso contrário sempre terei meu próprio feedback e, convenhamos que isso é uma merda.

O grande problema que vejo nos blogs é que a idéia do diário virtual é realmente levada à sério. Mas o diferencial crucial é que os diários - de quando os jovens ainda utilizavam caneta e papel fora das instituições de ensino - eram realmente algo privado. Imagino eu que ninguém escrevia de noite no diário e levava pra aula pros colegas lerem: "olha, meu último post no diário que publiquei ontem!". Não. E as pessoas fazem isso na internet.
Já cansei de ver o cara divagando que está jogando need for speed, quer uma namorada e soltou um pum na aula mas culparam o nerd gordo, feio e ruivo da sala. Nada contra esse tipo de...expressão de idéias, mas só não espere interesse das pessoas para lê-lo. Ou então, no máximo, interesse da sua mãe e seu terapeuta.
Me dei conta disso - que é algo bem óbvio, a propósito - e comecei a desejar que as pessoas gostassem de ler o blog, fosse para rir, chorar, se preocupar ou ficar puta da vida por eu ter falado merda. Escrevi os posts de "Aprendendo (ou não) a gostar de Beatles" e isso teve um retorno muito maior do que esperava, porque as pessoas, pela primeira vez, vinham me falar: "gostei do teu post sobre Beatles! Me animou a ouvir", ou "escreva sobre alguma outra banda que nem fez com o Beatles". Depois, o post sobre o Gregório Duvivier e o filme-nerd brasileiro Apenas o Fim teve repercussão vinda do próprio Matheus Souza (o diretor do filme) que falou que tinha lido via twitter pra mim. Isso é divertido, gratificante e legal.
Sei que meu blog não é referência da internet. São precisos uns 5 milhões de monsev.blogspot.com para alcançar o que o "Hoje é um bom dia" por exemplo alcança. Mas, não é meu objetivo, pois, como eu disse, não tenho um planejamento. Vou fazendo conforme me divirto, conforme o esquema é legal e agradável, não é algo com que eu queira me sustentar. O único esforço, mesmo, é para que leiam, comentem (seja aqui, seja no twitter, msn, ou onde for) e, então, estar fazendo parte da internet: afinal, ela é isso, não é? Trocar informações, opiniões e, é claro, bytes.

Portanto, quer um blog que alguém leia? Escreva algo que as pessoas gostariam de ler, que seria interessante para alguém. E, é claro, faça uma conta no twitter, digamos que isso equivale a ter o queijo na mão. Aí, só falta a faca.

1 lindos comentários:

Costa disse...

tsc tsc

Voltaram os posts EMOcionates...

Abyway, sério, eu só não comento mais porque dá uma puta preguiça na hora de confirmar o captcha -- pra quem não sabe, são aquelas letras verdes irritantes (mais uma coisa EMOcionante -- Verde palmeiras)-- e eu sou um fdp de um preguiçoso.

Meh! Confesso, me abro aqui (da maneira mais EMOcionante), sou um preguiçoso nato.

Mas tenho lido os posts, e gostado.
Já disse várias vezes que vc tem o dom da escrita, mas como também é preguiçoso, fodeu tudo.

Enfim, siga siga.

-Costa